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18/05/2022

Tapetes e alergias respiratórias

Tapetes e alergias respiratórias
Quem tem asma e alergias está acostumado a ouvir por aí que é melhor não ter tapetes em casa, pois acumulam 
ácaros e outros alérgenos, piorando os sintomas dessas condições. 

Essas informações são corroboradas por um corpo acadêmico respeitável, com um número de estudos considerável
que aconselha se livrar dos tapetes como forma de prevenção.

Em 2018 o Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia dos Estados Unidos realizou uma extensa revisão de 
49 estudos feitos entre 1980 e 2017, sobre os efeitos dos tapetes na qualidade do ar dentro da casa e sua relação 
com sintomas de saúde. A maioria deles demonstra que tapetes aumentam sim a presença de alérgenos conhecidos, 
e parece encontrar correlação com efeitos adversos como infecções respiratórias e piora da asma.

Acontece que, como toda ciência bem-feita, há um número bem grande de estudos realizados nos últimos 20 anos
que desafia os dados e aponta justamente o contrário: que não há relação entre alergias respiratórias e a presença 
de tapetes no ambiente.


O outro lado 
Alguns estudos europeus vão mais longe e sugerem que um tapete adequado e bem cuidado pode inclusive 
melhorar a qualidade do ar. Um deles, realizado em 2002,com mais de 19 mil pessoas e publicado no Journal of 
Allergy and Clinical Immunilogy, analisou condições domésticas de umidade do ar, presença de mofo e níveis de 
ácaros, procurando associações com asma em adultos, e obteve um resultado surpreendente: Tapetes e carpetes no 
quarto estão relacionados a uma melhor responsividade brônquica e menos sintomas de asma.

Em 2005 a Sociedade Alemã de Alergia e Asma publicou na revista Allergie Konkret os resultados de um estudo que 
sugeria que numa sala com piso descoberto é maior a probabilidade de ocorrência de partículas finas suspensas no 
ar, e que a vantagem do uso de tapete é que ele se “agarra” a esses alérgenos, não permitindo que flutuem pelo ar e 
sejam inalados.


Tapetes: usar ou não usar?
Uns dizem que tapetes ajudam a melhorar a qualidade do ar, outros dizem que piora e pode desencadear sintomas 
respiratórios e agravar doenças. O que fazer então, usar ou não usar os tapetes?

A indústria de tapetes não se mantém parada. Esses estudos incentivam o desenvolvimento de tapetes fabricados 
com materiais modernos e técnicas de tratamento pensadas em pessoas com sintomas respiratórios. Hoje existem 
tapetes com proteção antiácaro, bem como peças fabricadas em materiais sintéticos, como poliéster, Rayon, 
Poliamida, Polipropileno, Vinil, PVC e Viscose, que são fibras que acumulam menos poeira. É importante também 
escolher peças mais baixas, já que os tapetes shaggy (aqueles “peludinhos”) acumulam e soltam muita poeira.

Obviamente é importante manter uma rotina de higienizações periódicas de manutenção, para manter os tapetes 
sempre limpos, e evitar os malefícios de um ambiente com impurezas. Você pode começar com um aspirador, com 
uma vassoura de cerdas macias que não vai danificar a fibra de sua peça, ou usar seu método de limpeza preferido, 
mas não descarte um serviço especializado. Recomendamos uma lavagem a cada seis meses para uma remoção 
completa dos alérgenos, mantendo seu ambiente sempre agradável.